I know, You know. It hurts, It hurts to be alone. You're on your own. On a one way train going down . . .
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Everyday
domingo, 12 de junho de 2011
Despertar ao nascer do sol

Acorde, abra os olhos, ouça, cheire, sinta, prove, toque, viva!!!!Você não pode passar sua vida dormindo. Ao seu redor, trabalhando incessantemente, estão às forças que geram e sustentam a vida. Como você pode ser cego a estas grandes forças? Como pode perambular pela vida num sonho, como o Louco do Tarot, que está tão mergulhado no sono que nem mesmo sabe que está perdendo suas calças?
A cada hora do dia, o drama cósmico se desenrola diante de você. Uma interminável série de transformações acontece diante dos seus olhos, as sementes se transformam em plantas, as flores em frutos, os frutos em novas vidas. Cada planta, animal, nuvem, mesmo o sol, o oceano podem contar estórias sobre si mesmos, se quiser ouvir.
Aprendendo a ver, aprendendo a ouvir, aprendendo a tocar e sentir parando de sonhar e despertando, aprendendo que o ÚNICO LUGAR É AQUI E QUE O ÚNICO TEMPO POSSÍVEL É O AGORA, você virá a ser aquilo que se imagina que o homem seja: os olhos e ouvidos de Deus ou se prefere, um HOMEM DESPERTO ao nascer do sol.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Escola SESC de Ensino Médio

As festas das alegrias no restaurante, as cores do torneio das casas, a sagacidade de ser Servidor. É da 1ª a 3ª série. É de todo lugar, do Brasil ao Rio.
Moramos na Literópolis, rimos na Escola Aberta, fervemos no FesCrip. Seja na Tutoria, na turma, na vida, somos alunos, somos ESEM. Diga-se ao final de tudo: "O dia em que deixamos o conforto de nossas casas para seguir em uma aventura sem saber quais seriam as nossas consequências". É um ciclo de ano após ano, de turma após turma.
A cada manhã que chega, o sol anúncia que sabemos o motivo. E desse lugar olhando lá pra fora do ''muro'' avistamos o mundo. É tão diferente saber que aqui tudo muda, tudo troca de lugar, e para além do muro o mundo não muda, pois esperam por nós para mudá-lo. É o que aprendemos aqui.
Somos estimulados a lutar quando ouvimos que você nunca saberá o quanto você pode fazer enquanto não tentar. Aqui é um segredo onde só quem vive pode dizer. Somos o Jatobá e aceitamos novas árvores ao redor, novas raízes, novas culturas, novos olhares, nova família.
E como todo começo termina e todo final começa. Já é hora de partir! A vida nos chama para além dos muros. Já é o 3º ano. É a Escola SESC de Ensino Médio - Assim é a forma mais simples de me descrever e o resto vocês descobrem com o tempo.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Unlocked World

Quero escrever o que não consigo dizer. Sinto-me a desfalecer, como um sobrevivente num barco no meio de uma tempestade onde sabe que só um milagre o fará sobreviver. Porque sou assim? Porque não consigo controlar-me. Tento sempre algo com medo das pessoas não gostarem de mim. Não quis sofrer mais por isso decidi afastar-me de toda a gente. Agora em vez de um coração tenho uma pedra. Difícil será pedir ajuda, mas porque fujo de tudo e de todos. Não enfrento os meus medos. Sempre a fugir, mas os problemas não desaparecem, apenas adormecem num sono leve. Continuamente dormindo até um dia acordar - mais furioso que um bebê com sono. Será que um dia vou acordar para a vida? Será que algum dia vou deixar de fugir, de não precisar me esconder por detrás de uma máscara. Algum dia terei paz, comigo mesmo. Procuro o que? Escondo-me do que? Do sofrimento?! Mas senão sofrer não viverei, ficará sempre a angústia de poder ter feito algo mais, capaz de ter feito outra coisa para mudar a mim. Então o que me falta? Não sei,
Não me conheço e muito menos sei quem fui, sou ou serei. Sou um sentimentalista barato daqueles livros que se compram mesmo não sabendo o fim são todos iguais e terminaram de certeza da mesma maneira. Só muda o conteúdo, a forma do conteúdo é sempre mesma. Devo ser mesmo uma criançinha, não amadureci o suficiente. Não cresci em termos mentais. Se calhar não vivo, sobrevivo. Vou sobrevivendo, não questionando, não esticando a corda. Se calhar limito-me a seguir as pegadas dos outros. Em vez de ter uma personalidade própria. Se calhar também por ter mentido, muito a mim próprio agora já não sei quem sou. Perdi-me no caminho, e agora não sei o caminho de volta. Um circulo vicioso, onde já não se sabe onde começou e onde acaba. Ainda terei a tempo, de me encaminhar e não me perder de vez?
Alguém saberá me dar essa resposta e tantas outras que eu não sei. Talvez não tenha procurado bem, ou não tenho procurado nos sítios certos.
O lamentar não me ajuda em nada, só faz com que tenha pena do que estou a ser neste momento. O frio passou, o frio que tinha quando comecei a escrever, mas o gelo dentro de mim, a angústia, a tristeza, o sofrimento continua. Não há alegria nos meus olhos, como num dia cinzento onde só chove. Em que em minha cara são as gotas que caíram nesse dia de temporal, onde o sol se escondeu tornou-se cinzento, carregado. Não há cores vivas, mas sim cores mórbidas. Algum dia terei gostado de alguém realmente? Sim, apesar de tudo não sou assim tão frio. Da minha família, dos meus verdadeiros amigos, desses gostei. Então quando deixei de gostar? Quando deixei de ter interesse na vida? Quando passei a sobreviver, como um náufrago onde só se ver mar e mais mar. Mas acredito que sobreviverei, mas já não tenho a certeza de nada.
sábado, 25 de dezembro de 2010
Não se esqueça de voar

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
São tempos de morangos
“Há algo agradável nas tempestades que interrompem a rotina. A neve ou a chuva gélida nos liberam subitamente das expectativas, das exigências de resultados e da tirania dos compromissos e dos horários. Todos os afetados pela tempestade são unidos por uma desculpa mútua.”
- Aproveite enquanto são tempos de morango – Dizia o belo professor de Língua Portuguesa. Essa nova etapa de uma nova vida vai exigir muito mais de vocês.
De certa forma exigiu muito. A hora da estrela não foi um livro pra ler, foi uma leitura para ser interpretada. Cada um a sua realidade. As aulas de teatro que nos alegravam, a mesa do almoço que apesar de monótona já pedia descanso. As oficinas que nos esgotavam e a preocupação do ‘sem tempo’ para isso e para aquilo. Ainda guardo a chave do 127, hoje um armário vazio no corredor. O pentagrama que eu tinha, certa pessoa o levou. Os amigos que eu conquistei, o tempo nos fortaleceu. É mais uma neve de verão e o sabor de chocolate ainda sinto quando cheiro a terra molhada. É só mais um 204 em um sonho de esperanças, é uma experiência de adolescência que nos resta lembrança. É mais um natal no belo dezembro. Assim continua a história, novas pessoas chegaram e serão recebidas com carinho, é mais um ano letivo. É um novo mundo – grande horizonte. Abra os olhos e veja que é verdade. Mundo – do outro lado das assustadoras ondas azuis.
sábado, 15 de maio de 2010
Nogueira - RJ : sensações e descobertas... (nostalgia)
Muitas sensações foram “experimentadas” durante o percurso de ida. O sentimento de estar indo para casa vinha a minha cabeça a todo instante ao perpassar a Serra. As montanhas me remetiam a Serra Gaúcha, que fica a caminho da minha cidade. A música já não me atrapalhava mais; para mim pouco importava o que estava sendo tocado e cantado; sentia o cheiro de nostalgia no ar.
Durante a subida à Petrópolis parecia que eu estava deixando os pesos do dia a dia e estava pegando, aos poucos, na minha liberdade. Quanto mais subíamos, mais me sentia livre e mais tinha vontade de pegar essa liberdade que aflorava a minha pele.
Paramos no SESC Quitandinha e fomos conhecer aquela maravilhosa arquitetura que já foi hotel, casa de jogos, cenário de novela, condomínio. Quase tudo era original. O sentimento de já ter vivenciado tudo aquilo me arrebatava a todo instante; milhares de “Déjà vu” aconteciam... A decoração era maravilhosa e me tive a oportunidade de me observar naquela “mansão”; eu já estava fora de meu corpo. Vivia momentos de paz. A história daquele lugar atingia o meu pensamento e me fazia sentir as emoções já sentidas tantas vezes ali.
O meu olhar não era mais o mesmo. À medida que íamos nos organizando para voltar ao ônibus ia me sentindo agoniado, pesado. Parecia que o sentimento de liberdade estava me abandonando, cedendo lugar ao desespero, cedendo lugar aos não bons pensamentos. Deveria ser cansaço, não sei. Talvez os momentos que vivi no Quitandinha, naquela visita, me proporcionaram tal indisposição, pois era como visitar o meu passado.
Subimos no ônibus com os nossos sucos. Mais uma vez estava sozinho no banco do veículo. Naquele momento era necessário estar sozinho, era necessário pensar. O pôr do Sol se fazia presente e quando chegamos a Nogueira, bairro de um distrito de Petrópolis, já era noite e a agonia tinha se transformado em inquietação, irritação.
Pegar a chave, o controle e a água. Arrumar as malas no elevador. Subir as escadas e pegá-las. Quarto 301. Cama do lado da TV. Sacada de frente pras montanhas. Chuveiro desregulado.
Tomei banho e fiquei bem. Fui jantar com os guris e depois fomos à Festa Alemã. Voltei a ficar ansioso, estava louco para que a festa começasse para que eu pudesse reviver um pouco da cultura do meu estado. A festa começa ao som de “Ein prosit der Gemütlichkei”. Meu coração estava acelerado e o sorriso estava estampado em minha face. A alegria tomava conta de mim, nunca tive a sensação de estar tão “em casa” não estando “em casa”. Dancei, cantei, caminhei. A explosão de alegria me regia. Meus pés doíam. Dormi como nunca tinha dormido antes.
Saímos pela cidade e as sensações continuaram. Caminhar pelas ruas de Petrópolis nos dias atuais era a mesma coisa que caminhar lá na época do Império. O ar da cidade me enchia de esperanças e recuperava meus ânimos para o retorno.
O céu era azul, a temperatura era agradável. Descobria uma cidade irmã da minha. O tempo passava rápido, de uma forma que o tempo de nossa visita parecia estar reduzindo e já começava a sentir saudades daquele lugar.
Saímos do hotel. Deixei minha mala no bagageiro e entrei no ônibus. Não estava mais sozinho no banco, o que não me impedia de estar mal. Eu ainda estava sozinho, mesmo acompanhado. Descemos a Serra. Meu ouvido doía por motivo da diferenciação de altitude. Em instantes chegamos a escola. Estava vazio de sentimentos, mas ao mesmo tempo cheio de sensações vivenciadas, talvez fossem sensações vazias, revividas durante os curtos três dias de viagem. Chegava em meu quarto e agora, sem precisar estar com a garrafa de água, nem dormir do lado da TV, cansado, a esperar por aquilo que já aconteceu. Redescoberta.
Créditos ao autor: Renan Portolan.
