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sábado, 22 de janeiro de 2011

Escola SESC de Ensino Médio


Apetece-me abrir como um livro em branco e a cada palavra uma emoção. Um significado, um pedaço de ficção tornado real. Caminhando em busca de novos horizontes e encontrando lugares onde o olhar brilha e pousa. São amigos, são irmãos. Somos uma família. Construíndo um sonho, a escola, construíndo nós mesmos.
As festas das alegrias no restaurante, as cores do torneio das casas, a sagacidade de ser Servidor. É da 1ª a 3ª série. É de todo lugar, do Brasil ao Rio.
Moramos na Literópolis, rimos na Escola Aberta, fervemos no FesCrip. Seja na Tutoria, na turma, na vida, somos alunos, somos ESEM. Diga-se ao final de tudo: "O dia em que deixamos o conforto de nossas casas para seguir em uma aventura sem saber quais seriam as nossas consequências". É um ciclo de ano após ano, de turma após turma.
A cada manhã que chega, o sol anúncia que sabemos o motivo. E desse lugar olhando lá pra fora do ''muro'' avistamos o mundo. É tão diferente saber que aqui tudo muda, tudo troca de lugar, e para além do muro o mundo não muda, pois esperam por nós para mudá-lo. É o que aprendemos aqui.
Somos estimulados a lutar quando ouvimos que você nunca saberá o quanto você pode fazer enquanto não tentar. Aqui é um segredo onde só quem vive pode dizer. Somos o Jatobá e aceitamos novas árvores ao redor, novas raízes, novas culturas, novos olhares, nova família.
E como todo começo termina e todo final começa. Já é hora de partir! A vida nos chama para além dos muros. Já é o 3º ano. É a Escola SESC de Ensino Médio - Assim é a forma mais simples de me descrever e o resto vocês descobrem com o tempo.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Unlocked World



Quero escrever o que não consigo dizer. Sinto-me a desfalecer, como um sobrevivente num barco no meio de uma tempestade onde sabe que só um milagre o fará sobreviver. Porque sou assim? Porque não consigo controlar-me. Tento sempre algo com medo das pessoas não gostarem de mim. Não quis sofrer mais por isso decidi afastar-me de toda a gente. Agora em vez de um coração tenho uma pedra. Difícil será pedir ajuda, mas porque fujo de tudo e de todos. Não enfrento os meus medos. Sempre a fugir, mas os problemas não desaparecem, apenas adormecem num sono leve. Continuamente dormindo até um dia acordar - mais furioso que um bebê com sono. Será que um dia vou acordar para a vida? Será que algum dia vou deixar de fugir, de não precisar me esconder por detrás de uma máscara. Algum dia terei paz, comigo mesmo. Procuro o que? Escondo-me do que? Do sofrimento?! Mas senão sofrer não viverei, ficará sempre a angústia de poder ter feito algo mais, capaz de ter feito outra coisa para mudar a mim. Então o que me falta? Não sei,
Não me conheço e muito menos sei quem fui, sou ou serei. Sou um sentimentalista barato daqueles livros que se compram mesmo não sabendo o fim são todos iguais e terminaram de certeza da mesma maneira. Só muda o conteúdo, a forma do conteúdo é sempre mesma. Devo ser mesmo uma criançinha, não amadureci o suficiente. Não cresci em termos mentais. Se calhar não vivo, sobrevivo. Vou sobrevivendo, não questionando, não esticando a corda. Se calhar limito-me a seguir as pegadas dos outros. Em vez de ter uma personalidade própria. Se calhar também por ter mentido, muito a mim próprio agora já não sei quem sou. Perdi-me no caminho, e agora não sei o caminho de volta. Um circulo vicioso, onde já não se sabe onde começou e onde acaba. Ainda terei a tempo, de me encaminhar e não me perder de vez?
Alguém saberá me dar essa resposta e tantas outras que eu não sei. Talvez não tenha procurado bem, ou não tenho procurado nos sítios certos.
O lamentar não me ajuda em nada, só faz com que tenha pena do que estou a ser neste momento. O frio passou, o frio que tinha quando comecei a escrever, mas o gelo dentro de mim, a angústia, a tristeza, o sofrimento continua. Não há alegria nos meus olhos, como num dia cinzento onde só chove. Em que em minha cara são as gotas que caíram nesse dia de temporal, onde o sol se escondeu tornou-se cinzento, carregado. Não há cores vivas, mas sim cores mórbidas. Algum dia terei gostado de alguém realmente? Sim, apesar de tudo não sou assim tão frio. Da minha família, dos meus verdadeiros amigos, desses gostei. Então quando deixei de gostar? Quando deixei de ter interesse na vida? Quando passei a sobreviver, como um náufrago onde só se ver mar e mais mar. Mas acredito que sobreviverei, mas já não tenho a certeza de nada.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Não se esqueça de voar


Anda em mim, soturnamente, uma tristeza ociosa, sem objetivo, latente, vaga, indecisa, medrosa. Como ave torva e sem rumo, ondula, vagueia, oscila e sobe em nuvens de fumo e na minh'alma se asila. Uma tristeza que eu, mudo, fico nela meditando e meditando, por tudo e em toda a parte sonhando. Tristeza de não sei donde, de não sei quando nem como... Flor mortal, que dentro esconde sementes de um mago pomo. Dessas tristezas incertas, esparsas, indefinidas... Como almas vagas, desertas no rumo eterno das vidas. Tristeza sem causa forte, diversa de outras tristezas, nem da vida nem da morte gerada nas correntezas... Tristeza de outros espaços, de outros céus, de outras esferas, de outros límpidos abraços, de outras castas primaveras. Dessas tristezas que vagam com volúpias tão sombrias que as nossas almas alagam de estranhas melancolias. Dessas tristezas sem fundo, sem origens prolongadas, sem saudades deste mundo, sem noites, sem alvoradas. Que principiam no sonho e acabam na Realidade, através do mar tristonho desta absurda Imensidade. Certa tristeza indizível, abstrata, como se fosse a grande alma do Sensível magoada, mística, doce. Ah! Tristeza imponderável, abismo, mistério, aflito, torturante, formidável... Ah! Tristeza do Infinito!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

São tempos de morangos

“Há algo agradável nas tempestades que interrompem a rotina. A neve ou a chuva gélida nos liberam subitamente das expectativas, das exigências de resultados e da tirania dos compromissos e dos horários. Todos os afetados pela tempestade são unidos por uma desculpa mútua.”


São tempos sombrios - já dizia Albus Dumbledore em vidas passadas. São tempos que um novo rumo se inicia, são vidas que renascem, são esperanças que se renovam a cada inter momento de segundos em que as horas se dissipam. São poeiras no vento que engolimos. São novos livros escritos. A estrada continua e nunca termina. É mais um despertar de uma primavera de folhas no chão, vidas que passam e perpetuam. Digo que ao escolher um caminho, tenha certeza de que não é um caminho sem saída, pois suas escolhas te definem e suas vontades te guiam. Já andei e repensei várias vezes. A neve nunca cai no verão. As folhas nunca renovam no inverno. Eu fecho os meus olhos por um único momento, e o momento se vai. Todos os meus sonhos passados antes de uma curiosidade se acabam numa poeira no vento. Enquanto o sol aqui demora a aparecer, lá no meu ‘’mundo’’ ele já nasceu há séculos. Hoje todos se foram tomando um caminho de volta para uma nova realidade. Tomou para cada um uma alegria, para cada alegria um novo obstáculo.
- Aproveite enquanto são tempos de morango – Dizia o belo professor de Língua Portuguesa. Essa nova etapa de uma nova vida vai exigir muito mais de vocês.
De certa forma exigiu muito. A hora da estrela não foi um livro pra ler, foi uma leitura para ser interpretada. Cada um a sua realidade. As aulas de teatro que nos alegravam, a mesa do almoço que apesar de monótona já pedia descanso. As oficinas que nos esgotavam e a preocupação do ‘sem tempo’ para isso e para aquilo. Ainda guardo a chave do 127, hoje um armário vazio no corredor. O pentagrama que eu tinha, certa pessoa o levou. Os amigos que eu conquistei, o tempo nos fortaleceu. É mais uma neve de verão e o sabor de chocolate ainda sinto quando cheiro a terra molhada. É só mais um 204 em um sonho de esperanças, é uma experiência de adolescência que nos resta lembrança. É mais um natal no belo dezembro. Assim continua a história, novas pessoas chegaram e serão recebidas com carinho, é mais um ano letivo. É um novo mundo – grande horizonte. Abra os olhos e veja que é verdade. Mundo – do outro lado das assustadoras ondas azuis.

domingo, 28 de novembro de 2010

As melhores aulas de Química


As aulas de química sempre eram as mais felizes quando estávamos juntos, sem contar a emoção da melhor professora (Cynthia) com a sua turma-afilhada.

saudades daquele tempo em que os amigos compartilhavam as mesmas emoções . . . #Esemfeelings


Turma 1J 2009.
Aline (Single N) - AP
Alinne (Double N) - GO
Amanda (Amandinha)- MG
Andre (Dreeh) - RR
Cássia (Cassilene)- SC
Caio (Cacaio) - MS
Fábio - PR
Gabriele (Gabih) - SP
Herliton (Ton) - PB
Leticia(Pilar/Leti) CE
Matheus (Pelzer) - RS
Mateus - PE
Moisés (Marivaldo)- AC
Patrícia (Paty) - SE
Patrick Lara - RJ

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Felicidade Clandestina

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

De volta pra Casa

No outro dia, vendo aquela famosa fotografia do marinheiro beijando a moça no Times Square de Nova York, nas comemorações pelo fim da Segunda Guerra Mundial, me dei conta de que eu não devia estar muito longe dali. Voltávamos para o Brasil depois de dois anos passados na Califórnia, onde meu pai lecionara na universidade estadual, e íamos pegar o navio em Nova York. Eu tinha oito anos. Lembro pouco daqueles dias. Na verdade, só lembro com clareza de duas moças que passeavam nuas dentro do quarto num edifício em frente ao nosso hotel, sem qualquer relevância histórica.
Na época eu não teria prestado atenção, mas mesmo nos dez ou quinze anos seguintes se falou pouco, nos Estados Unidos, sobre as implicações morais das bombas de Hiroshima e Nagasaki que acabaram com a guerra. O presidente que autorizou os ataques, Harry Truman, morreu sem qualquer dúvida. Tinha matado alguns milhares para salvar a vida dos milhões que morreriam numa invasão do Japão. Hoje isto é contestado. Uma amostra sem vítimas do que as bombas fariam e um sinal de que os americanos pretendiam concordar com o que afinal concordaram, preservar o imperador depois da ocupação, teriam apressado a rendição japonesa. Mas a mediocridade política e a estupidez militar são seus próprios álibis. (Veríssimo 1997:104)