Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
A outra metade é silêncio.
segunda-feira, 10 de março de 2014
Todos os poemas do mundo.
Ao acaso, a gente se encontra pela rua.
Você me oferece um dos biscoitos que comia.
Aceito.
Curiosidade em sentir o sabor de sua boca.
Trazia também junto ao corpo um presentinho de seus alunos,
uma rosa.
O dia, atrás de nós, muito branco.
Penso então no argumento do poema japonês:
para você
sem colhê-las
todas as flores do mundo
Insight tardio.
A tarde urgente já havia te levado.
(Só sobrou o biscoitinho.).
Olho para trás, o dia mais branco.
Para você, silenciosos, todos os poemas do mundo.
Você me oferece um dos biscoitos que comia.
Aceito.
Curiosidade em sentir o sabor de sua boca.
Trazia também junto ao corpo um presentinho de seus alunos,
uma rosa.
O dia, atrás de nós, muito branco.
Penso então no argumento do poema japonês:
para você
sem colhê-las
todas as flores do mundo
Insight tardio.
A tarde urgente já havia te levado.
(Só sobrou o biscoitinho.).
Olho para trás, o dia mais branco.
Para você, silenciosos, todos os poemas do mundo.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Da Fuga (Piazzoleando)
Perdi-me muitas vezes pelo mar,
o ouvido cheio de flores recém-cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.
F.G. Lorca
o ouvido cheio de flores recém-cortadas,
a língua cheia de amor e de agonia.
Muitas vezes perdi-me pelo mar,
como me perco no coração de alguns meninos.
Não há noite em que, ao dar um beijo,
não sinta o sorriso das pessoas sem rosto,
nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido,
se esqueça das imóveis caveiras de cavalo.
Porque as rosas buscam na frente
uma dura paisagem de osso
e as mãos do homem não têm mais sentido
senão imitar as raízes sob a terra.
Como me perco no coração de alguns meninos,
perdi-me muitas vezes pelo mar.
Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.
F.G. Lorca
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Vodca amarga
Era só mais uma dose eu dizia.
Mais um pouco de gelo, outra dose, suco.
A concessão da maturidade já se esvaia, meu mundo começava a
girar.
Tequila! Eles gritavam.
Um cigarro, um cheiro característico, beijei.
Senti o doce, gelado beijo.
Um frio na barriga, depois tomei mais uma dose.
Ouvi risos, uma cantoria.
“Trás duas de cinco também”
Era uma felicidade que crescia dentro.
Eu não me questionava, só olhava.
No final, fiquei só, como só eu vim.
Lágrimas e mais uma dose.
Bêbado eu já estava antes, mas de tanto tomar amor.
sábado, 14 de dezembro de 2013
Encontros.
Dezembro.
Abraço demorado,
Somente uma hora, olhares.
Palavras, berço da comunicação, outrora a mesma que machucava.
Saudades, hoje são somente poucas ligações, duvida até da verdade.
Por muito achei que ausência é falta, meras complicações.
A oração que vinha de dentro rezava para que os minutos congelassem,
A alma processava sua maior epifania, as palavras faziam sentido.
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
A vida, era o assunto do palco no dia.
Sem nenhum toque corporal, minhas sinapses faziam contato.
Utopia, meu caro.
O tempo esgotou, já é a hora de acordar.
Um adeus, outro abraço.
"Já pode me chamar para beber", risos.
Sexta-feira 13, dois mil e treze.
Ad Valente
Abraço demorado,
Somente uma hora, olhares.
Palavras, berço da comunicação, outrora a mesma que machucava.
Saudades, hoje são somente poucas ligações, duvida até da verdade.
Por muito achei que ausência é falta, meras complicações.
A oração que vinha de dentro rezava para que os minutos congelassem,
A alma processava sua maior epifania, as palavras faziam sentido.
Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.
A vida, era o assunto do palco no dia.
Sem nenhum toque corporal, minhas sinapses faziam contato.
Utopia, meu caro.
O tempo esgotou, já é a hora de acordar.
Um adeus, outro abraço.
"Já pode me chamar para beber", risos.
Sexta-feira 13, dois mil e treze.
Ad Valente
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Warzone
"Você é os livros que lê, os filmes que assiste, as músicas que escuta, as pessoas que conhece, os sonhos que tem, as conversas que você leva. Você é aquilo que extrai disso. Você é o som do oceano, o respirar de ar puro, a luz mais brilhante e a esquina mais escura. Você é o conjunto de cada experiência que teve na vida. Você é cada dia que passa. Então mergulhe em um mar de sabedoria e existência. Deixe as palavras percorrerem suas veias e as cores preencherem sua mente."
segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Sunrise at New York City
Estamos acordando, quase sempre, muito cedo, madrugada mesmo, como monges e anacoretas medievais, resquícios da vida pregressa q insistem perpetuar ad perpetuam rei memoriam. Nada de novo no front. A precária vigilância cuida do normal. O status quo é o mesmo day bay day. Notícias e manchetes fracas e nada ruins, visto que o ruim é q é o bom jornalisticamente falando. Sites desatualizados ou repetitivos ou notícias velhas, o q demonstra certo desleixo, relaxo e relapso na produção de reportar. Cadê a reportagem? Morreu? Bem entendido, reportagem, não recortagem, nem recolagem, nem panfletagem de iniciativos circunstanciais de primorosos textos sem densidade jornalística, ou factual. Mas, e, sobretudo, muito abobrinhagens e colagens mesmo nas páginas de linguiças dos jornais.
Ainda não vi se o ‘New York Times’ tem alguma notícia de impacto neste findis. E assim passam los dias… Agora, o sol se levanta, já segue tarde por cima de Pinhais. Manhã amena, céu com poucas nuvens, q podem aumentar. A previsão é de q vai esquentar mais, sem chuva.
-Ad B.
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